05 Março 2012

Devemos tudo a nossas mães?!

BOM DIA !!!!
Após meses de estudo, rascunhos e capítulos, consegui terminar minha monografia para minha especialização e estou muito feliz. Meu assunto foi sobre a neuropsicologia e a obesidade, rendendo bastante pesquisa e o meu projeto, que espero dar continuidade. Folheando algumas revistas para procurar algo a mais para agregar ao meu estudo, encontrei uma pesquisa que achei válida trazer para discutirmos aqui.
                                                       
 Pesquisadores da Universidade Estadual de Ohio (EUA),descobriram que crianças cujo relacionamento com a mãe é problemático são pelo menos duas vezes mais propensas a serem obesas quando crescem. Quase mil voluntários participaram do estudo  que foram avaliados ainda bebês e de novo aos 15 anos. Entre os que eram bem próximos da mãe, 13% estavam acima do peso na adolescência. Já entre os que não mantinham um laço emocional forte com ela, 26% apresentavam sinais de obesidade. A hipótese mais provável dos pesquisadores é a de que as crianças comam mais e engordem ao substituir o amor da mãe por sorvete, pizza, bolo de chocolate ...

Confesso que pensei muito acerca dessas afirmações e, pelo menos, duas dúvidas surgiram:
1ª – Necessário verificar o quanto e de que forma, considerado problemático, é esse relacionamento (abuso verbal, cobranças excessivas, depreciação);
2ª -  Distinguir o que vem primeiro: a criança é obesa e por conseguinte apresenta problemas de relacionamento com a mãe ou, a problemática no relacionamento entre ambos fez desenvolver a obesidade?

Acredito que a resposta não seja tão simples. Há os fatores ambientais, genéticos e  alimentares que contribuem para o problema. È necessário investigar níveis de ansiedade e se a criança/adolescente apresenta algum transtorno alimentar. O ser humano é complexo em sua essência e reduzi-lo a simples equação como o da pesquisa, é absurdo.
Google Imagens

Alguém, uma vez, me perguntou se tudo o que somos hoje, incluindo os aspectos positivos e negativos, era devido à relação com a nossa mãe. Sabemos que tudo o que somos hoje é fruto do aprendizado e dos preceitos morais e educacionais passados por nossos pais/responsáveis/cuidadores. Se, por acaso, nos falta essa dedicação ou o amor maternal, podemos cobrar isso de outra forma para que sejamos notados. O que quero dizer é que, enquanto adolescentes, todos tivemos algum problema com nossas mães, que são consideradas por nós, autoridades, e, como estamos testando nossos limites e os dela, desafiamos muitas vezes. Mas nem por isso, podemos chegar à conclusão da pesquisa.

O que posso concluir do que li é que a falta ou o excesso de amor, em qualquer fase da vida, mas sobretudo na infância, irá determinar o tipo de pessoa que seremos no futuro. Para superaremos isso, vai depender de nossos aparatos cognitivos e do quanto desejamos sair de tal situação.

Lembro-me que quando era criança e fazia balé, minha mãe não deixava eu fazer um movimento na dança (chamado “estrela”), que era tipo uma pirueta, porque temia que eu me desequilibrasse, quebrasse o pescoço e morresse. Trágico? Sim, mas o fato é que eu nunca fiz a tal pirueta e, até hoje, não sou apta a fazer esse movimento rebuscado. Contudo, não se trata de algo que, hoje em dia, seja relevante para mim. A verdade é que, em se tratando de algo que se mostra importante em nossas vidas, devemos, sim, buscar compreender as causas daquilo que nos atrapalha, mas para superar tais obstáculos, e não para deixar que isso se transforme em um limitador, ou em uma desculpa para desistirmos.

Desejo que possamos nos entender, nos conhecer para que superemos nossos defeitos, nossas frustrações, para que encontremos a felicidade em sua plena existência.
Beijos
Fonte da pesquisa:
Revista Super Interessante. Edição 302, Março/2012

0 comentários: